De Luca cantando e tocando violão no palcoDe Luca com violão na praia de Niterói

De Luca

“Música boa não envelhece, nem tem hora ou lugar pra nascer.”

01 / DISCOGRAFIA

ÁLBUM11 FAIXAS

Nada Menos Que Amor

Sobre o álbum

Após quase dois anos do último single e sete anos do último álbum, De Luca lança “Nada Menos Que Amor” com 11 faixas inéditas e uma estética minimalista e mais voltada pra MPB sem abandonar as influências do Rock e da Latinidade que caracterizam a sua discografia. Esse que é o terceiro trabalho de estúdio do artista foi produzido por Vinicius Sá e coproduzido por De Luca. Nessa empreitada os dois contaram com um grande time de músicos e técnicos. Entre os nomes recrutados para contribuir na instrumentação das canções estão Chris Bastos, Paulo Donato, Piero Grandi, Rafael Meninão, Lourival Franco e Rick Ferreira. Algumas das músicas que se destacaram desde o lançamento da obra são “Sinto”, “Fuga”, “Roda da Fortuna”, “Poeira Estelar” e a faixa título. A arte de capa foi feita por Maria Paganelli.

2018 · ÁLBUM11 FAIXAS

Sinfonia Tropical

Sobre o álbum

Rock teatral! Essa é a proposta de “Sinfonia Tropical”, o mais novo trabalho que o cantor De Luca apresenta ao público. Após o sucesso do primeiro álbum solo, “Pão e Circo”, De Luca volta com muito mais sofisticação sonora, mas sem esquecer sua natureza visceral e a preocupação com a magia das palavras. O artista vai do rústico ao refinado e carrega neste disco um DNA roqueiro com fortes traços de temperos tropicalistas, latinos, além de toques de orquestração, uso de sons sintéticos e outras surpresas.

“Sinfonia Tropical” conta com 11 canções autorais e inéditas que trazem uma atmosfera bem diferente do trabalho de estreia do intérprete. A teatralidade é um elemento chave que aflora em várias canções da safra nova. A fértil mistura de “ingredientes tupiniquins” com a sonoridade internacional (da qual o artista não desliga suas antenas) está mais evidente que nunca. Neste caldeirão, o Rock e a MPB são os alicerces, mas o cantor explorou outros estilos que flertam com esses dois gêneros e enriquecem a qualidade da música.

De Luca tem como companheiros de alquimia os músicos Lourival Franco no piano, Piero Grandi na guitarra, Jorge Valladão no baixo e Paulo Donato na bateria. Os três primeiros membros da banda assumiram a produção de três faixas cada e dividiram a função na faixa título.

O cantor por sua vez ainda produz uma das canções que promete ser a mais experimental nessa viagem sonora. Diferentemente do primeiro álbum “Pão e Circo” em que gravou tudo sozinho, dessa vez De Luca gravou uma pré com as canções e enviou para a trupe, que colaborou bastante na construção dos arranjos.

De Luca se orgulha do resultado e da sintonia musical alcançada com o novo trabalho que soa mais maduro: “As músicas com interpretação explosiva, carga poética, balanço e teatralidade estarão sempre presentes no show. Esse trabalho é um irmão mais velho do “Pão e Circo”, mais swingado, e um degrau acima no cuidado com os sons. Mantendo a forte influência de ícones que admiro como Raul Seixas, Ben Jor e Gilberto Gil. Tem muita energia e boas vibrações emanando de “Sinfonia Tropical”. É um disco mais bem elaborado”. Afirma o artista.

2015 · ÁLBUM11 FAIXAS

Pão e Circo

Sobre o álbum

Inspirado por alguns de seus maiores ídolos e com a vontade de encarar um novo desafio, De Luca assumiu toda a instrumentação do trabalho “Pão e Circo”. Com 11 músicas, a obra é totalmente inédita e autoral, com algumas parcerias.

O projeto surgiu a partir de canções que o artista já havia feito ao longo dos anos enquanto esteve à frente da banda Marraio. Com o fim do grupo, juntou músicas que considerava mais significativas, se isolou no seu quarto, transformando-o em um estúdio improvisado e começou a gravar os instrumentos. "A parte mais difícil foi a bateria. Como músico de instrumento harmônico, violão, piano, guitarra, tive que sentar e treinar, gravava dez vezes para que uma saísse boa", diverte-se. Além disso, o disco traz sonoridades inusitadas, como a baglama, instrumento do Oriente Médio, escaleta, diversos tipos de violões, pianos com timbres incomuns e camadas de vocais que suprem funções de arranjos.

Certas canções de "Pão e Circo" trazem letras que fazem referências à temas literários como Alice no Pais das Maravilhas, A Roupa Nova do Rei e aos contos do ícone argentino Jorge Luis Borges. A canção que dá nome ao CD e outras faixas como "Absurdiário", "Conspiratória" e "Babilônia" questionam o cotidiano social e fazem refletir sobre os tempos que vivemos.

Para chegar ao tom do trabalho, De Luca cita alguns dos maiores artistas nacionais e internacionais. "Ouvi muito Mutantes, Raul Seixas, Novos Baianos e Gilberto Gil. Esses são os grandes nomes da música brasileira que mais me inspiraram para chegar à sonoridade do disco. Como um apaixonado pelo rock’n’roll, claro que não poderia ficar de fora Beatles, uma referência eterna, Jimi Hendrix e Rolling Stones", afirma.

O cantor já se apresentou em palcos como o saudoso Canecão e outros importantes locais da cena carioca, como o Teatro Rival, o Casarão Ameno Resedá e grandes eventos internacionais como a Tattoo Week Rio, em 2015.

Agora, De Luca se prepara para levar o seu trabalho para diferentes palcos do país, já tendo shows marcados fora do Rio, com apresentações em Petrópolis e Niterói antes do fim do ano. Nos dias 14 e 15 de outubro, o intérprete lançou “Pão e Circo” no Solar de Botafogo recebendo a participação especialíssima de Pepeu Gomes no segundo show. As duas apresentações foram prestigiadas por um público de amigos e inúmeros artistas que foram conferir o evento e amplificar a festa. “Esse projeto foi uma experiência divertida e enriquecedora para minha carreira. Chegou a hora de botar o disco na praça e transmitir essa energia para o público”, afirma.

SINGLES3 FAIXAS

Singles

Sobre os singles

Ao longo de sua carreira solo De Luca nunca escondeu sua predileção pelo formato de álbuns, mas lançou até agora três singles: “Parecer e Aparecer” (de 2023 com produção musical de Lourival Franco), “Ruídos do Algoritmo” (ainda de 2023 e produzido por Jorge Valladão) e “Medo das Palavras” (de 2024 composta em parceria com Piero Grandi que também assinou como produtor da faixa). Nessa última participaram da canção a cantora Fernanda Santanna e o rapper Brunno (Desaforo Norte).

Capa de Sinfonia TropicalDE LUCA · SESSÃO DE ESCUTA

Sinfonia Tropical

Miss Simpatia

De Luca

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02 / BIOGRAFIA

De Luca com teclado e girassol

Nascido em Brasília e radicado no Rio de Janeiro, De Luca é um intérprete, compositor, multi-instrumentista e produtor musical. Baseado em suas influências da MPB, o músico combina arranjos e texturas do rock com latinidades e elementos inusitados da música mundial. Poesia e idiomas são outras paixões do artista, que também produz em espanhol, inglês e ocasionalmente em francês.

Começou sua carreira aos nove anos de idade em saraus no boêmio bairro de Santa Teresa. Desde 2006 integrou duas bandas das quais foi vocalista (XM e Marraio) e a partir de 2015 iniciou trajetória solo. Nomes inventivos como Gilberto Gil, Os Mutantes e Novos Baianos estão entre suas principais fontes de inspiração.

Na fase solo lançou os álbuns “Pão e Circo” (2015), “Sinfonia Tropical” (2018) e "Nada Menos Que Amor" (2025). Além disso contribuiu em produções de estúdio e compôs material para voz de diversos intérpretes da cena carioca.

Nas suas palavras “Música boa não envelhece, nem tem hora ou lugar pra nascer. O compositor é só o veículo capaz de captar a magia com suas antenas e revelar ao mundo essa força primitiva e magnifica que ela emana”.

03 / VÍDEOS

Mais no YouTube

04 / MANIA DE BIZOURO

Recentemente fiquei sabendo por três amigos na rede que até a galera do sertanejo parece agora seduzida pela ideia de criar versões em português pra obra dos Beatles. Confesso que me senti ligeiramente pioneiro nessa redescoberta do icônico quarteto em plena década de 20. Quem me acompanha sabe que ano passado gravei um projeto de versões de minha autoria pra celebrar a obra dos quatro magos do pop. Isso porque em 2020 se completaram 50 anos da dissolução do grupo. As versões que escrevi foram gravadas com um time de amigos sensacionais. Aproveito a ocasião pra apresentar ao mundo a arte visual de Nino Grandi que traduz a identidade dessa empreitada musical e espiritual. Convido os que não ouviram ainda essa homenagem a fuçar aqui meus perfis nas redes sociais pra conferir o resultado. Após a pandemia a ideia é circular com esse tributo em forma de espetáculo por várias cidades do Brasil. Inclusive quem sabe no futuro (sonhar ainda é de graça) sairá um álbum com todo esse belo projeto. Por enquanto, vamos nos cuidar, esperar a vacina e continuar contando com a música e as artes em geral pra nos salvar em tempos sombrios. Deixo a seguir um texto (escrito em 2020 antes de entrar em estúdio e botar as mãos na massa) para quem quiser saber mais um pouco dessa história mágica e misteriosa que está apenas começando...

Arte de Nino Grandi para o projeto Mania de Bizouro

"Sobre Nós

Eles mudaram o mundo. Nenhuma dúvida quanto a isso. Não falo só sobre música, indústria e arte. A trajetória deles transformou gerações e contribuiu para a popularização de uma busca transcendental entre jovens de diferentes décadas. No entanto, a barreira da língua foi cabal para que algumas pessoas não entendessem o valor e a potência dos seus discos. A palavra mais cantada por suas bocas: amor.

Quem não os conhece bem se equivoca ao pensar que sua maior herança ao mundo pop foram os imortais refrãos ou seus cabelos longos e roupas exuberantes. Desde cedo reparei que vários artistas da MPB que minha família escutava citavam os caras em suas músicas ou entrevistas. Raul Seixas, Gil, Caetano, Mutantes, Novos Baianos, Roberto e Erasmo, Milton Nascimento, Belchior e a lista não tem fim. Aos oito anos ganhei do meu pai aquela coletânea vermelha e azul. Ele falou que ali tinha música boa e que não envelhecia. Bingo! Aos nove comecei a estudar violão para aprender as canções deles e sei que ali foi plantada a semente do que se tornaria meu ofício. Montei banda cover aos onze anos e aos treze entendi que eles seriam sempre uma inspiração, mas eu queria mesmo era cantar e compor as minhas coisas.

John me fez perceber o poder das mensagens nas canções e motivou a virar também um mensageiro musical. Quanto mais eu aprendia inglês, mais admirava a escolha das palavras naquelas letras. O ritmo das frases e as rimas se sustentavam sonoramente mesmo sem acordes e notas musicais. Canções como “Come Together”, “I Am The Walrus”, “Happiness Is A Warm Gun”, “Across The Universe” e “Being For The Benefit Of Mr. Kite” são um parque de diversões e sensações para quem quer se aprofundar no idioma. Fora do estúdio e do palco Lennon era uma figura absurdamente autêntica, irreverente, polêmica e controversa. Artistas costumavam só exteriorizar uma imagem fabricada para o mercado e a mídia, mas ele definitivamente mostrava também sua faceta caótica. Na adolescência explorei sua carreira solo com mais profundidade. A forma que ele expressava seus traumas e dores era tão genuína quanto seus surrealismos e alquimias poéticas dos anos sessenta. Como compositor o aponto como um dos melhores do seu século. Genialidade talvez seja a arte de conseguir oferecer algo muito além do que nos é transmitido. Nesse caso, mesmo sem conhecer muita teoria musical ou ser um literato, ele foi capaz de produzir verdadeiras obras primas.

Lá pelos vinte anos eu já tinha integrado três bandas e lançado álbuns com propostas musicais distintas, mas sempre existiu um quê deles na minha produção. Não se trata de réplica inconsciente ou plágio disfarçado. Creio que o artista atua como uma esponja que continuamente absorve estímulos e os ressignifica. Por isso a influência deles paira sobre a cultura pop até hoje e a MPB prova isso facilmente. Traduzir uma obra dessa magnitude é um desafio arriscado. Possibilita desaprovações já desde antes de conferir o que foi desenvolvido pelo atrevido da vez. É preciso conservar não só o lugar das rimas, a métrica do texto e a fluidez da melodia como também o espírito e a atmosfera da canção.

Ninguém melhor para exemplificar como dar alma a uma canção do que George Harrison. Mesmo dividindo os holofotes com dois dos maiores arquitetos da música moderna, suas canções alcançaram reconhecimento inquestionável e nos convidam a mergulhar em nós mesmos para obter preciosos conhecimentos cósmicos. As melodias e poesias possuem uma delicadeza raríssima. “All Things Must Pass” é meu álbum preferido das fases solo. “Something” é das melhores canções de amor do planeta (como Sinatra já dizia) e no momento que escrevo esse texto “Here Comes The Sun” é a faixa do grupo com mais execuções nas plataformas de streaming. Na fase adulta só integrei um tributo desse universo e foi uma banda para celebrar sua obra. Por uma das convergências do destino foi inclusive o Vinicius Sá o técnico de som de vários shows desse circuito. A essa altura eu já tinha oscilado de integrante favorito duas ou três vezes, mas a própria filosofia do George me levou a concluir que não havia sentido em eleger um deles. O segredo da vida e da música está na complementariedade dos elementos.

Acabarei falando mais dos que já partiram do que dos vivos, até porque eles ainda estão escrevendo sua história. O que dizer de Paul? Dono de imenso talento, ele é um inovador permanentemente curioso e cheio de sensibilidade. Poucos sabem, mas o Sir. já compôs de sinfonias clássicas até temas eletrônicos futuristas. Pérolas como “Yesterday”, “Hey Jude”, “Blackbird”, “Michelle” e “Eleanor Rigby” seriam icônicas mesmo se não tivessem as belas letras que McCartney escreveu. Para mim, o melhor melodista que caminha na terra. Por sua causa me tornei um multi-instrumentista e realizei projetos tocando todos os instrumentos, como em “Pão e Circo” (meu primeiro trabalho solo).

Ringo por sua vez é um grande artista que ainda é subestimado em alguns círculos de ignorância. Músico de privilegiada criatividade, conseguiu com maestria incorporar batidas e pioneirismos rítmicos nas canções dos outros três. A bateria é o coração de uma banda e nós temos sorte dele ter sido a pessoa certa no lugar certo. Seja em “Rain” (confessadamente sua música favorita do quarteto), “In My Life”, “Taxman”, “Strawberry Fields Forever”, “The End” etc... sem seus arranjos de bateria, a magia desmoronaria. Ele contribuiu pouco como compositor, mas nos filmes foi sempre um destaque. Cômico e caricato sem ser forçado ou apelativo. Entre os camaradas de banda demonstrou ser a personalidade mais conciliadora, sempre elogiado pelos demais. Único capaz da façanha de reunir num disco solo os três ex-parceiros (em diferentes faixas, é claro). O mais precioso ensinamento que tive com o Ringão foi o de não me levar tão a sério e nem me cobrar além da cota saudável para um preguiçoso declarado. Esse ano completou oitenta primaveras. É pra aplaudir de pé.

Amigos me perguntaram ao longo dos anos se eu tinha vontade de regravar canções deles. Sempre disse que não. Qual seria a motivação para entrar em estúdio e repetir o que já foi muito bem feito no passado? Agora ironicamente 50 anos após o fim do conjunto me vi subitamente fascinado pela ideia de versionar parte dessa obra e o resultado da experiência me deixou realizado e surpreso. Ao mostrar para os mais íntimos (principalmente os que ouviram a vida toda e não falam inglês), as reações foram impagáveis. Gratificante demais. É um prazer dividir tudo isso com o resto dos fãs deles que falam português e com os futuros ouvintes dessa obra mágica e mística que o tempo só fortalece. Paz, amor e boas vibrações para todos os que leem.

De Luca"

Baú Caótico, livro de Matheus De Luca

05 / LITERATURA

Baú Caótico

Baú Caótico é a estreia do cantor, compositor e multiinstrumentista Matheus De Luca nas páginas. Após o início da pandemia com a impossibilidade de estar atuante nos palcos e estúdios, o artista mergulhou na potência da poesia e esse processo resultou num inusitado livro.

Formado em Letras pela PUC-RIO, De Luca já excursionou por vários estados do Brasil (RJ, SP, RS, BA, MG e DF) com sua música. Em dezembro de 2022 o artista viajou à capital mineira, mas dessa vez para divulgar sua obra como escritor. Lançou o Baú Caótico na Livraria da Rua na Savassi e aproveitou para dar uma canja tocando algumas de suas canções com amigos músicos da cena local que se apresentavam por lá. Na sequência foi a vez do Rio de Janeiro de acolher o lançamento da recém nascida obra, que também teve um evento de lançamento no DF. Vários registros foram publicados nas redes (@delucando). Animado, ele promete anunciar mais datas em outras cidades do país em breve.

Saiba mais sobre o livro

06 / CONTATO

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